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26 de Agosto de 2016

Pokémon Go: a febre mundial

É uma febre mundial. O Pokémon Go chegou ao Brasil no início de agosto e, mesmo quem não caiu nas graças do jogo para celular da Niantic, não passa ileso pela interação homem-máquina. O sucesso vem em grande parte pela mistura entre jogo e realidade e esse é um aspecto positivo já observado por algumas famílias com crianças e adolescentes em casa: eles e elas querem sair e circular pela cidade. Diversão para milhões de pessoas ao redor do globo, como tudo na vida, o excesso pode gerar alguns problemas. Para a psicóloga Anna Lívia, o jogo pode combater o ócio e aumentar a interação social, mas, por outro, prejudicar a visão, se tornar um vício e até provocar acidentes decorrentes da falta de atenção para além da tela do smartphone. “Jogos como Pokémon Go são excelentes para distrair a mente, ocupar o tempo livre e melhorar a memória e concentração. No entanto, é importante limitar o tempo de meninos e meninas com o jogo de celular”, afirma. Segundo ela, o game, assim como outros, é um bom estímulo para o cérebro. "Além disso, estimulam o planejamento estratégico, pensamentos lógicos e tomada de decisões no mundo virtual que podem ter reflexo também na vida real”, diz.

Sobre os acidentes e assaltos envolvendo jogadores de Pokémon Go, é importante dizer que antes dessa mania, já era cena comum das cidades pessoas transitando – a pé ou ao volante – enquanto trocavam mensagens. “O jogo requer um maior nível de concentração na tela do celular e, dessa forma, fica mais difícil estar atento ao que se passa ao redor, aumentando o risco de quedas ou atropelamentos. Além disso, como é necessário caminhar, muitas pessoas estão optando por jogar enquanto dirigem, o que pode levar a acidentes de trânsito sérios.”, reforça.

Em relação à saúde ocular, a proximidade da tela e dos olhos força a visão em uma só direção, o que acaba sendo prejudicial. Mas isso se aplica ao tempo de tela no celular independentemente de você ser ou não um caçador de pokémons.  

O principal problema seria mesmo o vício. “Por proporcionar prazer e a possibilidade de fuga da realidade, existe de se viciar no jogo e ficar adiando atividades e decisões relacionadas à vida real. Como o cérebro gosta do tipo de reforço positivo, a cada etapa do jogo, a pessoa passa a preferir continuar jogando e sendo bem sucedido virtualmente do que estudar ou trabalhar, especialmente se ela não estiver contente com essas atividades”, salienta. 

 Fonte: Uai.com.br/saudeplena

 

 

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Agência Interagir