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10 de Março de 2016

Produto sem glúten é mais saudável? Ajuda a emagrecer? Veja mitos e verdades.

Se você visita regularmente o mercado já deve ter notado, de dois ou três anos para cá, um aumento considerável do espaço para produtos “livres” de glúten. Produtos sem glúten acabam sendo propagandeados com a imagem de “mais saudáveis”, “naturais”. É pão sem glúten, bolo sem glúten, molho sem glúten – e até alimentos que tradicionalmente não contêm mesmo a substância agora são vendidos avisando sobre isso. Uma vida sem o glúten precisa ser bem planejada – com acompanhamento médico. Fazer uma dieta assim é algo que as pessoas só precisam necessariamente adotar se for diagnosticada a doença autoimune que impede o corpo de processar a substância. O glúten é composto por grupos de duas proteínas, gliadina e glutenina, que se reúnem quando a farinha e a água são misturadas para fazer uma massa para pão e outros alimentos, dando estrutura e elasticidade. Pode ser encontrado no trigo, mas também em outros grãos, como cevada e centeio. Não é simplesmente o suficiente evitar o pão, massas e bolos: o glúten pode ser encontrado em molhos, cubinhos de caldo pronto, doces e uma vasta gama de produtos. É vital para as pessoas com doença celíaca evitarem – porque seu sistema imunológico reage ao glúten, danificando o intestino delgado e impedindo a absorção de nutrientes, podendo causar anemia, muita perda de peso, fadiga, inchaços e dores. “O glúten, em si, não tem relação direta com a perda de peso”, diz Mariana Casseb, nutricionista do InCor (Instituto do Coração) do Hospital das Clínicas da FMUSP. “Não há estudos comprovando que ele atua sobre isso. O que acontece é que, evitando alimentos com certas farinhas refinadas, a perda de peso acaba acontecendo”, explica.

Nem sempre tão “saudável” - Quando se olha para os rótulos de produtos sem glúten, vale notar que muitos podem conter doses mais elevadas de calorias e gorduras do que outros alimentos que contenham glúten. Mariana Casseb reforça a necessidade do acompanhamento clínico. “Não é correto fazer qualquer grande mudança na alimentação sem pedir ajuda profissional. O pior dessa dieta é que muita gente sustitui os alimentos com glúten por outros, o que pode ser prejudicial para pessoas pré-diabéticas, por exemplo.”

Certifique-se do seu diagnóstico pessoal - A doença celíaca é diagnosticada por profissionais da saúde com exames e observando o histórico de cada indivíduo. “Hoje, vemos muitos casos também de pessoas sensíveis ao glúten, mesmo não sendo um quadro clássico de doença celíaca”, diz a nutricionista. 

Deficiência de vitaminas e minerais- A princípio, trigo, aveia, cevada ou centeio já não são muito ricos em vitaminas e minerais, mas cortar também as versões integrais pode ser mais grave, pois assim fica empobrecida a absorção de selênio, magnésio, manganês, vitaminas do complexo B. “Em vez de cortar o glúten, talvez a maioria das pessoas devesse manter os integrais e variar bastante a alimentação, lembra Mariana Casseb.

Fonte: Saúde.ig

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