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24 de Fevereiro de 2016

Irmãos, o vínculo que nasce do coração

A relação entre os irmãos pode ser complicada em algumas situações, ter as suas diferenças e seus anos de ciúmes e disputas na infância, mas no final das contas, sempre renascem na vida adulta com a força de um vínculo que parte do mesmo coração. De acordo com um estudo realizado no Instituto de Investigação Social e da Personalidade da Universidade de Califórnia em Berkeley, Estados Unidos, a ordem em que os irmãos nascem costuma ter uma grande importância.

Na infância cada um de nós utiliza certas estratégias para conseguir a atenção de nossos pais, mas quando chegamos à maturidade, os irmãos costumam deixar as diferenças do passado para cuidar uns dos outros. É um vínculo especial que não escolhemos. É o sangue que nos une, e são as vivências do dia a dia as que estabelecem uma união que não sabe de tempo, de gênero e de idade.

Irmãos mais velhos - Costumam ser mais responsáveis e aceitam melhor as mudanças a nível interno na família. São os mais velhos que costumam enfrentar os próprios pais quando veem algo injusto. Costuma-se dizer também que o irmão mais velho é quem mais recebe o peso dos valores paternos, enquanto ao restante dos irmãos eles chegam de uma forma mais indulgente e com um pouco menos de regras. Isso faz com que, em ocasiões, o mais velho assuma com aceitação estes valores, ou, como falamos antes, se rebele diante deles.

O irmão do meio - Costuma-se dizer como uma brincadeira que o irmão do meio “está em terra de ninguém”. Eles buscam ter sua posição a nível familiar e por isso é comum que os irmãos do meio chamem a atenção com frequência. Não gostam da hierarquia e reagem contra aquilo que acreditam serem injustiças.

O irmão caçula - De acordo com o livro “Laços que marcam para sempre” de Jürg Frick, o irmão caçula pode se caracterizar por dois extremos muito singulares: Pode se converter em uma criança independente com uma personalidade forte, que busca sair do lar o antes possível, ou podem ser meninos e meninas mais dependentes de seus irmãos mais velhos ou pais. Poderíamos dizer que os irmãos caçulas ficam durante toda a sua vida com o rótulo “O bebê da casa”.

Irmãos: uma relação ambivalente mas poderosa - Todos sabemos que na infância e na adolescência as crianças buscam a sua posição na família. Surgem pequenas invejas, épocas de enfrentamento e instantes de grande cumplicidade que, de alguma forma, nos marcam durante toda a vida.  

Os irmãos nos ajudam a socializar. São o primeiro cenário social em que vamos entender o que é compartilhar, o que é lidar com emoções intensas como a raiva e a inveja, e a aprender a nos colocarmos no lugar do outro para desenvolver a empatia. O laço costuma ser muito mais poderoso do que as diferenças. Compartilhamos uns com os outros traços e até rimos da mesma maneira, e embora possamos ter escolhido caminhos diferentes, uma mesma trilha sempre nos une: a do amor.

Fonte: Melhorcomsaude.com.br

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