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29 de Julho de 2015

Afinal de contas, o flúor faz mal?

Na última semana a apresentadora e nutricionista Bela Gil reacendeu uma questão polêmica sobre o uso de flúor ao sugerir, em sua página no Facebook, a troca de cremes dentais por uma alternativa mais natural, a cúrcuma. A postagem fez muito mais que questionar a eficiência do tempero na higiene bucal mas também levanta dúvidas sobre o uso de fluoretos na saúde pública. Afinal de contas, o flúor faz mal? Após ser fortemente criticada por internautas, a chefe de cozinha justificou sua opção pela cúrcuma dizendo que o flúor, presente nas pastas de dentes usadas por adultos, está relacionado com fratura ossea, câncer de boca e hipotiroidismo.

A doença mais comum associada à ingestão em excesso de flúor é a fluorose, que afeta os dentes, especialmente de crianças. O alto consumo do elemento pode afetar dentes com esmalte ainda em formação, deixando-os fragéis e com manchas brancas. A doença pode resultar, eventualmente, no enfraquecimento do esmalte, até que este se solte por inteiro. Por isso, dentistas não aconselham o uso de cremes dentais em crianças que ainda não conseguem cuspir. Segundo a professora da faculdade de Odontologia da UFMG, Denise Vieira Travassos, o perigo maior não está na ação tópica do flúor em pequenas quantidades na pasta de dentes, mas sim na ingestão dele.

A ideia de utilizar o flúor na água surgiu em 1945, na América do Norte, após a descoberta do potencial de reduzir o aparecimento de cáries em até 50%. O método foi recomendado pela Organização Mundial de Saúde (OMS) e a fluoração da água passou a ser adotada mundialmente. A medida de flúor na água potável sugerida pela Agência de Proteção Ambiental (EPA, na sigla em inglês) é de 4 miligramas por litro (mg/L), no entanto, ela vem sendo questionada nos Estados Unidos e já foi extinta em alguns países europeus. Além do efeito danoso nos dentes em formação, um relatório, feito em 2006 nos EUA pelo Conselho Nacional de Pesquisa, indica que a ingestão em grandes doses pode aumentar o risco de fraturas ósseas e dores nas articulações em adultos. Um relatório semelhante, produzido no ano seguinte pelo mesmo órgão, ressalta a contribuição que o flúor traz na proteção contra cáries, assim como na mineralização dos ossos.

"O flúor pode ser sim perigoso, mas a quantidade que precisamos ingerir para isso é muito maior que a que ingerimos tomando água e usando pasta de dente", explica Travassos. "Quando colocamos na balança o risco e o benefício, o benefício supera em muito", completa.

Cúrcuma - Apesar de ser uma "desconhecida" por muitos dentistas, os benefícios da cúrcuma para a saúde bucal são descritos em alguns artigos científicos. Um deles, produzido pela Universidade de Punjab, na Índia, indica que o tempero pode ajudar no alívio de dores dentais, selante de fissuras, irrigante subgengival, além de substituir pastas e enxaguantes bucais. Na saúde bucal ou não, o tempero, tem propriedades antibiótica, anti-inflamatória, antimicrobial, anti-séptica e ainda ajuda a controlar o colesterol e triglicerídeos.

Fonte: uai.com.br

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